3096 dias – Natascha Kampusch


Outra quase integrante do Antenados é a bibliotecária @Cleide Moura (Biblioteca Arlindo Corrêa da Silva ) nossa parceira que se faz presente em quase todos os momentos. Ela indicou “A história da garota que ficou em cativeiro durante oito anos, em um dos sequestros mais longos de que se tem história”.
Fica a dica!

Quando Natascha Kampusch, uma garotinha tímida de 10 anos, foi sequestrada estava a caminho da escola. Mas ela não vivia num conto de fadas: não tinha muitos amigos, não se sentia à vontade no condomínio em que morava. Os pais estavam separados com muitas brigas e ela já não se dava muito bem com seu pai. 

Não quero dizer que o sequestro foi uma coisa boa pra ela – não foi. Mas ainda que ela chorasse muito e sentisse falta da mãe, esses conflitos podem ter sido o que a manteve sã nos primeiros dias de cativeiro. Natascha kampusch sentia no início do seqüestro que aquilo que estava acontecendo de uma forma ou de outra estaria sendo um castigo para seus pais, e para ela também, devido aos recentes momentos de conflito que ela passava com sua família. Mas também se sentia culpada por ter saído de casa brigada com a mãe.

Além de aprisioná-la em um local horrível, o seqüestrador colocou na pequena garota amarras psicológicas que a aprisionou mais que o próprio cativeiro. As torturas psicológicas foram maiores que as físicas. Curiosamente, Natascha começou a pensar como ele em alguns momentos, questionando se o jardim fora da casa era real ou construído. Se o vizinho que acenou para ela era um vizinho mesmo ou um contratado de Priklopil. Por causa disso, ela não fugiu em várias oportunidades que teve.

Cleide Moura
Nesse livro, fica clara a frieza de Natascha, que acabou a salvando, e a carência do Priklopil, que o fez cometer tal crime.
Outra coisa que ficou muito evidenciado na obra foi a incompetência da polícia nas investigações do caso. Por muitas vezes eles estiveram perto de encontrar o cativeiro, mas por banalizar várias pistas não o encontraram.

Natascha kampusch relata em uma de suas entrevistas que o apoio mais importante contra o tédio e a loucura eram os livros, em especial os de romance, que a lançavam para outro mundo, atraindo sua atenção de tal forma que a fazia esquecer por horas onde estava e o que estava acontecendo com ela.
                          
“As vezes somos mantidos em cativeiros psicológicos que nem desconfiamos. Estes cativeiros nos aprisionam eternamente, só cabe a nós a libertação deles, resta saber como nos libertar.” 
 
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1 comentários:

Cassiano Ricardo de Souza disse...

Muito bacana o projeto. Iniciativas assim são fundamentais para adolescentes e jovens que estão em constante contato com as mídias sociais e que por isso acostumados com a interatividade possibilitada pela web. A internet com meio de troca de informações e experiências culturais, seja no âmbito artístico ou literário, é um excelente meio para o desenvolvimento intelectual e formação cidadã dos jovens. Parabéns a todos do projeto e à Cleide Moura, grande amiga e pessoa muito consciente e responsável pela atividade que exerce.

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