Não voltamos a ser crianças, mas vontade não nos faltou!



Texto: Cleidiane Duarte
Foto: Cleidiane  Duarte e Divulgação

A proposta da atividade, desta vez, foi bem diferente e agradável: apresentamos para os jovens os curta-metragens da Pixar Animation Studios, uma das maiores empresas de animação digital do mundo.

O nome PIXAR é uma combinação da palavra “pixels” e da palavra “art”, que é a ideia da animação, produzir arte através dos pixels. A empresa teve a maioria dos filmes realizados com a colaboração da Walt Disney Pictures. A Disney foi responsável por maior parte da divulgação. Por sinal, foi bem realizada, tornando-a um dos nomes mais conhecidos na área audiovisual. 
 
Exibimos seis curta-metragens. Assistimos, analisamos e cada um fez sua escolha para desenvolver uma crítica. Realizamos a leitura dos textos, e o grupo elegeu dois, para postarmos e dividir com você esse mundo fantástico da Pixar Animation.



Crítica: Cristiano Mendes

O curta GERI'S GAME foi realizado pela Pixar, dirigido por Jim Kallett com parceria do coordenador de animação Troy Sutton. Ele retrata uma crueldade com os idosos que estão ao nosso redor. Eles precisam muito dos jovens e dos adultos para realizar atividades no seu cotidiano. O telespectador pode perceber, com clareza, que o vídeo retrata o descaso, desprezo e o preconceito com os mais velhos. Isso é notado com um idoso jogando xadrez sozinho, no parque.

Com muitas cores vivas, o vídeo desperta a curiosidade dos telespectadores no desenrolar da animação, pois é mudo. O único som que sai é uma música de fundo e o barulho da peças de xadrez ao bater no tabuleiro. Então, requer uma certa atenção para captar a mensagem que os idealizadores querem passar.

Uma dedicação a mais que os produtores do curta tiveram na montagem foi brincar com sombras e com a profundidade, muito trabalhoso para uma animação. Isso valorizou o curta.

Assista ao vídeo:



Uma cena bastante interessante em meu ponto de vista, foram os detalhes em que tiveram as peças de xadrez durante a partida. Sem deixar passar despercebido as expressões faciais que o velhinho fez durante o jogo. Sem falar também do roteiro que é excelente. Os produtores passaram a ideia que queriam por meio de ícones. Vale lembrar que é muito engraçado e divertido.

O fim é esplêndido! O velhinho que estava perdendo, usou a inteligência para dar a volta por cima, ao simular uma parada cardiorrespiratória. Nesse momento, eles viram o tabuleiro ficando com todas as peças do seu outro eu. Assim vence a partida. Leva como prêmio uma dentadura. Com ela, pode sorrir para o oponente que é ele mesmo.
Ainda passa uma moral que, para se divertir não precisa de muito, apenas de um pouco de imaginação.

Ao meu ver, é um curta muito bem produzido, montado e desenvolvido. O tema é bem sério e de extrema importância para pessoas de várias idades. Se tivesse uma votação, ganharia o meu voto como melhor curta apresentado no dia 25 de outubro.


Crítica: Beatriz Miranda

Partly Cloudy é um curta-metragem animado. Foi produzido pela Pixar, com direção de Peter Sohn e produção de Kevin Reherele. Ele vem com uma mensagem positiva de trabalho em equipe e superação de obstáculos, problemas do dia-a-dia. Ele conta a história de uma nuvem que "cria" filhotes para as cegonhas levarem para a terra. Essa nuvem é diferente das outras, pois os filhotes que ela produz são uma ameaça para o transportador cegonha, e o deixa sempre machucado. Então, a cegonha, cada vez mais depenada, desiste de levar os filhotes criados pela nuvem, fazendo com ela fique triste. Mas, no fim, a cegonha volta com uma proteção e alegra a sua parceira nuvem, que continua a fazer filhotes para a velha cegonha presentear pais ansiosos.
A animação leva os telespectadores a pensarem sobre a origem da vida e de onde vêm os bebês, acontecimentos naturais como a chuva, trovões, dentre outros. Mostra técnicas sobre tecnologia que, desde o ano 2000, já fazia toda diferença nas telinhas da televisão. O vídeo apresenta ainda uma lição de moral sobre a confiança e a amizade.
Ao meu ver, os desenhos atuais englobam uma série de fatores que podem prejudicar e até mesmo influenciar quem os assiste, como: o uso de armas, lutas, palavras de baixo calão e o poder que os filhos podem ter sobre os pais.
Os roteiros fantásticos da Pixar deveriam ser mais usados e divulgados pois alguns outros curtas como esse levam as crianças a imaginarem e a criarem. Já foi comprovado que desenhos e jogos violentos podem gerar um pensamento negativo. Essas experiências ainda tem o poder de levar as crianças a apresentarem comportamento agressivo, tanto na escola quanto em casa.
O curta me emocionou pela inteligência e o roteiro dos criadores que, além de técnicas dispensa a fala das personagens, mostra, em minutos, toda a grandeza da Pixar.
Assista ao vídeo:
 
Enfim, me tornei fã da Pixar, porque ela produz animações de qualidade com roteiros maravilhosos, que emocionam, fazem rir e refletir.
Apesar do curta ser infanto-juvenil, recomendo para todos os públicos, pois esse vídeo é capaz de emocionar até os corações mais duros. Gostaria de ressaltar o desejo que desenhos como esse fossem televisionados, pois incentivam o trabalho em equipe, lealdade e superação de desafios.
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